7 comentários:
De Bartleby a 12 de Janeiro de 2006 às 15:42
Vocês são boa gente (e digo isto sem ironia)! Volta e meia também dou dinheiro a velhotes. Crianças e jovens nunca. Mas às vezes quando me estendem a mão lembro-me de uma história que um tio me contava de um tipo que, quando lhe estediam a mão, se apressava a cumprimentar o mendigo. - Tá bom? (só para desopilar!!!)

Grande post men... as usual!
De ana a 11 de Janeiro de 2006 às 23:18
Sigo o princípio de dar comida e não dinheiro.
E de cada vez que o faço, sinto-me corar de vergonha, no meu íntimo.
No fundo, não estamos a resolver, nem a contribuir para...
Chego a pensar muitas vezes que, ao dar algo, nestes casos, estamos a tentar aliviar a nossa consciência e não o mal alheio. Contudo, acredito que todos o fazemos com boa intenção.
De gaja a 11 de Janeiro de 2006 às 19:17
Isso já me aconteceu com uma barra de chocolate à saída de um supermercado... Dei a dita barra a uma criança com ar esfomeado que estava a pedir; quando fui arrumar o carrinho deparei-me com uma família inteira, cada um a comer o seu centímetro quadrado de chocolate. Parte mesmo o coração. Eu opto sempre por dar comida mas às vezes não pode ser. Quando não há café ou supermercado aberto nas redondezas não dou.
De womanonceabird a 11 de Janeiro de 2006 às 14:38
Propósito, como é óbvio...
De Woman Once a Bird a 11 de Janeiro de 2006 às 14:37
Dar de comer, pois claro. E muito a propóstio, também tive uma (de chorar) em Coimbra. No Stª Cruz, uma miudita (7/8 anos) vem pedir-me dinheiro para comer; levo-a ao balcão e digo-lhe para escolher o bolo que quisesse (que dinheiro não dou) e a miúda escolhe um dos maiores, com creme. Pago o bolo, e volto para a esplanada, seguindo a miudita com o olhar. Ela sai do café sem dar dentada no bolo. Vai até ao BES (que fica ali na esquina) e senta-se ao pé de um puto (aí de uns 5 anos) e começa a partir o bolo ao meio. Partiu ela o bolo e a mim partiu-se-me o coração. Levantei-me e lá fui ter com eles, e trouxe o miúdo para escolher o bolo dele. Mas no meio disto fica a má sensação. De que podíamos fazer mais e não fazemos.
De Andesman a 11 de Janeiro de 2006 às 14:27
Quando me falam que o problema é a barriga, até me dói a minha, eu que felizmente nunca passei fome. Mas gosto de confirmar, não gosto de enfiar o urso.
De fil a 11 de Janeiro de 2006 às 12:33
Dá de comer.
Pelo menos é oque eu faço sempre, mesmo que isso me valha umas valentes caralhadas, como já valeu, quando uma senhora me pedui dinheiro (tambem para comer), e eu lhe ofreci uma ida até o tasco mais proximo.
_vamos até ao café, disse na minha santa ignorância.
_Vá para o caralho! Respondeu o faminto ser.
Pimbas! mai nada.
Moral da história ... eu e o meu insulto fomos tomar o pequeno almoço.

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